quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Comentario de Ariane
Eu curti ler o Dom Casmurro . E adorei o tema abordado "O Ciúme que o Adultério".
Comentario de Horana
"Dom Casmurro" é simplesmente um clássico da literatura, não é mesmo? Juntamente com "Quincas Borba" e "Memórias Póstumas de Brás Cubas", "Dom Casmurro" faz parte do famoso TRIO de Livros de Machado de Assis, seja pelas histórias fantásticas, seja pelos mistérios inacabados! O PONTO PRINCIPAL da história de "Dom Casmurro" é o possível adultério que pode ter ocorrido. Bentinho era casado com Capitu, só que esta, possivelmente, traiu seu marido com o melhor amigo dele, o Escobar! E o fruto dessa possível traição, foi uma criança, que por incrível que pareça, é idêntica ao Escobar! Quando li "Dom Casmurro" pela primeira vez, fiquei mais que intrigado! Eu ficava pensando: - "Será que ela traiu ou não?". Eu li de novo, na esperança de mudar algo, no entanto, só o que aconteceu foi eu ficar mais confuso ainda! Quem leu o livro, sabe que é exatamente isso que acontece! É fascinante o modo como "Machadão" traçava os mistérios! De qualquer modo, é um clássico indispensável na literatura brasileira! E que clássico heim!
Comentario de Diana
Comentar sobre a obra machadiana é muito prazeroso pra qualquer um que gosta do melhor da literatura brasileira e mundial. Machado de Assis deixou um legado que jamais será comparado na literatura brasileira e, essa obra Dom Casmurro que ja tive a oportunidade de lê-la algumas vezes para mim foi e sempre será fascinante.
Comentario de Davi
É um livro bastante enigmático no qual temos de prestar atenção em cada detalhe. Dom Casmurro é uma exelente obra na qual pairam ares de desconfiança: Capitu adultera ou não?
Comentario de Antonio wagner
Confesso que a vez que li Dom Casmurro,nunca percebi essa possibilidade da história narrada por Bentinho não ser verdadeira. Duvida-se da traição de Capitu, aponta-se a neurose de Bentinho Mas minha imaginação não foi tão longe.
Comentario de Walasse Danilo
Foi uma excelente oportunidade de conhecermos um pouco mais sobre Machado de Assis e sua obra, principalmente Dom casmuro.
Comentario de Ana Carolina.
Realmente, parabéns! Pois, soube expressar de forma bem particular e abrangente, eu particulamente adorei este livro fique sem palavras para expressar o que o livro trasmite.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Do choro para as lágrimas (O de Capitu)
Enfim chegou a hora da encomendação e da partida. Sancha quis despedir-se do marido, e o do desespero daquele lance costernou a todos. muitos homens choravam também , as mulheres todas. Só Capitu, amparando a viúv, parecia vencer-se a si mesma. Consolava a outra, queria arrancá-la dali. A confusão era geral. No meio dela, Capitu olhou alguns instantes para o cadáver tão fixa, que não adimira lhe saltassem algumas lágrimas poucas e caladas.
As minhas cessaram logo. Fiquei a ver as delas; Capitu enxugou-as depressaa, olhando a furto para a gente que estava na sala. Redobrou de carícias para a amiga, e quia levá-la; mas o cadáver parece que a retinha também. Momento houve em que os olhos de Capitu fitaram o defunto, quais os da viúva, sem o pranto e nem palavras desta, mas grandes e abertos, como a vaga do mar lá fora, como se quisesse tragar também o nadador da manhã.
As minhas cessaram logo. Fiquei a ver as delas; Capitu enxugou-as depressaa, olhando a furto para a gente que estava na sala. Redobrou de carícias para a amiga, e quia levá-la; mas o cadáver parece que a retinha também. Momento houve em que os olhos de Capitu fitaram o defunto, quais os da viúva, sem o pranto e nem palavras desta, mas grandes e abertos, como a vaga do mar lá fora, como se quisesse tragar também o nadador da manhã.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Biografia de Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis, nasce do no Rio de Janeiro a 21 de junho de 1839 e morre a 29 de Setembro de 1908. Começa a vida como sacristão, aprendendo a ler e escrever com um padre. É obrigado a trabalha desde infância como aprendiz de tipógrafo e mais tarde como revisor, torna-se depois ajudante de direção do Diário Oficial. Em 1873, entra para o ministério da agricultura, onde trabalha até a aposentadoria, poucos anos antes de sua morte. Machado de Assis descendente de uma família humilde, aprendeu por si mesmo com seu próprio esforço, viveu numa época em que o Brasil estava sob regime monárquico escravocrata, na época D. Pedro II era imperador do país. Cultivou quase todos os gêneros literários, mas destacou-se coo ficcionista. Inicia sua fase realista, demonstrando um estilo perfeito, com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881). Esse romance apareceu inicialmente em folhetins, na Revista Brasileira do Rio de Janeiro, 1880; sendo que essa obra é considerada como marco inicial do realismo brasileiro. Machado de Assis, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras (1897), na qual foi aclamado seu primeiro presidente até a sua morte. A obra poética de Machado de Assis divide-se me duas fases: a romântica (que sofre forte influência de Gonçalves Dias) e a mais próxima ao Parnasianismo (com temas semelhantes ao de Raimundo Correia). A prosa machadiana divide em: 1ª fase (romances com características românticas) e a 2ª fase (com características realistas).
Principais Obras:
1ª Fase
Romances
Ressurreição
A mão e luva
Helena
Iaiá Garcia
Contos
Contos Fluminenses
Histórias da meia-noite
Poesias
Crisálidas
Falenas
Americanas
2ª Fase
Romances
Memórias Póstumas de Brás Cubas
Quincas Borba
Dom Casmurro
Esaú e Jacó
Contos
Várias Histórias
Páginas recolhidas
Relíquias da casa velha
Poesias Ocidentais
Teatro
Hoje avental, amanhã luva
Desencantos O caminho da Porta
Quase ministro
Os deuses de casaca
Uma ode de Anacreonte
Tu, só tu, puro amor
Não consultes médico
Póstumas
Contos recolhidos
Contos esparsos
Histórias sem data
Contos avulsos
Contos esquecidos
Contos e crônicas
Crônicas de hélio
Novas relíquias
A semana
Crítica teatral
Crítica literária
domingo, 9 de agosto de 2009
Resumo de Dom Casmurro

Dom Casmurro Bentinho, chamado de Dom Casmurro por um rapaz de seu bairro, decide atar as duas pontas de sua vida. A partir daí, inicia a contar sua história (importante salientar esse detalhe! É Bentinho que nos narra sua vida). Morando em Mata cavalos com sua mãe Dona. Glória, viúva, José Dias o agregado, Tio Cosme advogado e viúvo e prima Justina (viúva), Bentinho possuía uma vizinha que conviveu como “irmã-namorada" dele, Capitolina - a Capitu. Seu projeto de vida era claro, sua mãe havia feito uma promessa, em que Bentinho iria para um seminário e tornar-se-ia um padre. Cumprindo a promessa Bentinho vai para o seminário, mas sempre desejando sair, pois se tornando padre não poderia casar com Capitu. José Dias, que sempre foi contra ao namoro dos dois, é quem consegue retirar Bentinho do seminário, convencendo Dona Glória que o jovem deveria ir estudar no exterior, José Dias era fascinado por direito e pelos estudos no exterior. Quando retorna do exterior, Bentinho consegue casar com Capitu e desde os tempos de seminário havia fundamentado amizade com Escobar que agora estava casado e sempre foi o amigo íntimo do casal. Nasce o filho de Capitu, Ezequiel. Escobar, o amigo íntimo, falece e durante o seu velório Bentinho percebe que Capitu não chorava, mas aguçava um sentimento fortíssimo. A partir desse momento começa o drama de Bentinho. Ele percebe que o seu filho (?) era a cara de Escobar e ele já havia encontrado, às vezes, Capitu e Escobar sozinhos em sua casa. Embora confiasse no amigo, que era casado e tinha até filha, o desespero de Bentinho é imenso. Vão para Europa e Bentinho depois de um tempo volta para o Brasil. Capitu escreve-lhe cartas, a essa altura, a mãe de Bentinho já havia morrido, assim como José Dias. Ezequiel um dia vem visitar o pai e conta da morte da mãe. Pouco tempo depois, Ezequiel também morre, mas a única coisa que não morre no romance é Bentinho e sua dúvida. Análise num pequeno comentário: Os olhos oblíquos e dissimulados de Capitu demonstram as duas pontas da história da vida de Bentinho: seu primeiro beijo na amada ocorre mediante a percepção daqueles belíssimos olhos de ressaca e seu drama é, justamente, a percepção no velório dos mesmos olhos de Capitu. A infância coligada com Capitu também contribui para a afirmação de Bentinho, pois ela sempre esteve com o espírito de dissimulação que o deixava abismado nos momentos que ela conseguia enganar o próprio pai, o velho Pádua. Dom Casmurro é um livro complexo e cada leitura origina uma nova interpretação. Segundo Fábio Lucas, prefacionista de uma das edições de Dom Casmurro: "É a triangulação ideal que traduz a certeza de uma consciência conturbada, a de Bentinho (cujo nome - Bento Santiago - Santo representa Bem e Iago no drama Othello é a consciência perversa, ou seja, a fusão entra o bem e o mal), e resulta, para o destinatário de seu discurso mesclado de objetividade e de ressentimento (subjetivismo), numa ambiguidade insolúvel”. Machado de Assis faz em Dom Casmurro um fato inacreditável em sua narrativa: Ele cria um narrador que afirma algo (ou seja, diz que foi traído) e o leitor não consegue decidir-se se ele está mentindo ou não.. E aquela famosa pergunta que é a trilogia do romance, não só entre os brasileiros, mas também como os estudiosos do livro de outros países: Teria sido Capitu culpada de adultério?
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